Segurança financeira digital começa antes do golpe

A reação a um golpe costuma começar depois da transferência. Parte da proteção, porém, pode ser configurada antes. Limites de transação, alertas, bloqueio de tela e contatos oficiais salvos reduzem o espaço para decisões tomadas sob pressão.

Abra o aplicativo da sua instituição e revise os limites do Pix para diferentes horários. Um limite alto pode parecer conveniente, mas deve acompanhar o uso real. Ative notificações de movimentação e confira se o e-mail e o telefone cadastrados estão atualizados. Essas mensagens ajudam a perceber rapidamente uma operação que você não reconhece.

No celular, use bloqueio de tela e mantenha o sistema e os aplicativos atualizados. Não entregue códigos recebidos por mensagem ou gerados pelo aplicativo. Instituições podem confirmar dados por seus procedimentos de segurança, mas não precisam que o cliente informe senha completa, código de autenticação ou controle remoto do aparelho.

Antes de fazer um Pix, confira o nome do recebedor e o valor na tela de confirmação. Se alguém criar urgência, encerre a conversa e procure o contato por um canal conhecido. Uma mensagem com foto e nome de um familiar não prova quem está do outro lado.

Se houver fraude, avise a instituição imediatamente e registre a contestação pelo aplicativo ou canal oficial. O Banco Central informa que o Mecanismo Especial de Devolução pode ser acionado em casos elegíveis, mas a devolução não é garantida e depende da análise e da existência de recursos. Também registre boletim de ocorrência e preserve as evidências.

Revise hoje os limites de transação e ative alertas no aplicativo da sua instituição. Segurança digital melhora quando a configuração cotidiana reduz o poder da urgência criada pelo golpista.